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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Diga Não à Caça por Esporte

Há alguns anos, um primo distante resolveu caçar junto com amigos como era costume, já faz algum tempo. Foram para uma mata longe de onde moravam. Não imaginavam o que ocorreria naquele dia.

Estavam caçando há poucas horas quando apareceram diversos saguis. Ele mirou, atirou e acertou o alvo. O bichinho despencou do galho em que estava, fazendo um grunido, parecendo escorrer lágrimas dos seus olhos e pondo as patinhas em cima do local atingido.

Todos os outros saltaram em seu socorro. Foram buscar uma erva, mastigavam e colocavam em cima do ferimento do amigo. Enquanto faziam isso meu primo observava-os e sabia que a tentativa de socorro era em vão, não era um ferimento qualquer. O animalzinho havia sido baleado e estava preste a morrer. Os saguis pranteavam a perda. Meu primo era o causador de todo aquele sofrimento. O remorso tomou conta dele. O arrependimento foi imediato. No entanto não podia fazer nada, apenas sofrer também.

Naquele momento tomou uma decisão. Pararia ali o esporte de caça. A vida, seja ela qual for, é muito importante para ser ceifada de forma tão cruel. A visão do animal agonizante, em seus últimos suspiros, ensinou-lhe esta grande lição.

Muitos animais podem servir de alimento dos seres humanos, mas apenas alguns deles. Não devemos tirar-lhes a vida por simples diversão. Eles têm todo o direito de viver neste mundo, e não cabe à nós eliminá-los. Além disso, estaríamos causando um desequilíbrio na natureza, pois cada ser vivo, seja na fauna - seja na flora tem sua função específica a ser desempenhada.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Que a Nossa Felicidade Seja Eterna

Nascemos para sermos felizes. Existe no cérebro de todo ser humano um sistema que é específico para que desenvolvamos a função felicidade. Como conquistamos essa felicidade, cabe a cada um de nós. É algo que nos deixa física e mentalmente satisfeitos.

Nossa felicidade é individual, por mais que a expressemos, apenas quem está sentindo é quem compreende perfeitamente, pois, como todo sentimento, só conhece quem sente. Outra pessoa pode está feliz pelo mesmo motivo que você, porém é diferente, porque cada ser humano funciona de forma diferente.

Choramos quando estamos felizes e também quando estamos tristes. É fato. Geralmente o choro é ligado à tristeza. Então, se eu digo que choro de felicidade parece um pouco contraditório.

O sofrimento faz parte da vida. Uns sofrem mais, outros menos. Alguns aprendem com o sofrimento, outros insistem no erro.

Se realmente queremos ser felizes, devemos encontrar saúde para o corpo e a mente, provocando um bem estar geral.

Adquirindo sempre conhecimento, saberemos como sermos felizes. Afinal, estamos sempre aprendendo e buscando a nossa felicidade e a de quem amamos.

Que a nossa felicidade seja eterna.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinceridade Infantil

Nos anos 1970 e 1980, determinadas pessoas tinham como costume quando realizavam festas, servir os convidados somente após cantar os parabéns ou anunciar o noivado. Coisas desse tipo.

As mesas sempre estavam repletas de doces e salgados.

Estive presente com minha família em algumas.

Meu irmão que na época estava com cinco anos, se aproximou do nosso pai, estendeu o braço e o entregou um salgado ao mesmo tempo em que falou:
- Toma pai. É melhor do que nada.

Na frente de tantos convidados, nosso pai nada pode fazer, a não ser, pegar o salgado.

A sinceridade infantil é maravilhosa.

sábado, 8 de maio de 2010

A Mulher

Ao longo dos anos, a mulher vem buscando cada vez mais seu espaço profissional, precisa ser sempre mais eficiente.

No entanto, eu diria que buscando muito mais de forma estética, pois precisa, tem necessidade de sentir-se mais bonita, mais feminina. Com isso cultua o corpo, principalmente cabelo, pele e peso ideal.

Mas nem sempre foi assim, vem mudando através das décadas. Antes, no início do século XX, não davam muita importância para isso. Já nos meados do mesmo século, começaram a se preocupar, alguns homens enxergaram a beleza feminina de forma que poderia ganhar algum dinheiro, então, começou a cuidar mais da aparência da mulher, que de lá pra cá, vem sendo muito mais bem cuidada.

A mulher precisa ser mais bela, sentir-se poderosa, vestir-se de forma que se sinta bem. Pois o que de fato importa é sentir-se feliz, valorizando-se de acordo com os desejos dela, sendo acima ou abaixo do peso, alta ou baixa. Cuidando sempre da saúde.

Ser mulher é maravilhoso, ou melhor, é ser maravilhosa!

A maturidade feminina que é alcançada a partir dos trinta anos, transforma sua forma de pensar, de agir, de enxergar o mundo à sua volta. Torna-se mais segura e poderosa. Sabe o momento certo de dirigir suas palavras, embora falha algumas vezes, geralmente devido a ansiedade. Com um olhar diz tudo e ler tudo no olhar do outro. Tem o sexto sentido, sim. Não é tão fácil enganar uma mulher após os trinta anos, a não ser que ela permita.

Adora elogios e sabe quando são sinceros. Gosta de ser cortejada.

Com o passar dos anos torna-se mais experiente.

Dedica-se completamente a quem ama especialmente seu esposo e filhos.

Tolo é o homem que deixa essa mulher escapar. Sábio o que a ama com todo o seu fervor.

"Querida, Encolhi as Crianças!"

É interessante constatar que, quando somos crianças, vemos tudo muito maior do que realmente são. Por exemplo, vemos os adultos muito altos e, quando crescemos, vemos que na realidade alguns deles eram bem baixinhos.

Em minha infância, estudei em um colégio administrado por religiosas católicas. Adorava estudar naquele ambiente. Era muito agradável. Ainda o é hoje em dia. Depois que saí de lá, demorei a voltar. Não para estudar, mas para visitar a feira de ciências. Nesta ocasião, eu já era adulta. Foi quando meu irmão mais novo (na época acho que ele estava com dez anos) me convidou para assistir a uma apresentação do trabalho dele, que por sinal foi excelente.

Ao entrar no colégio tive um sentimento estranho. Por que tudo estava tão diferente? O que havia acontecido? Muita coisa havia mudado, pensei. De fato, constatei que quem havia mudado era eu. Eu havia crescido.

Vi que o colégio não estava tão diferente. Mas parecia que havia sido atingido pelo raio do filme “Querida, encolhi as crianças!” Parecia bem menor que as imagens guardadas em minha memória. Agora tenho registradas as duas dimensões do colégio, que na realidade são uma só.

Hoje percebo o quanto é bom ser criança. Mesmo quando crescemos e vemos que as coisas não são exatamente como imaginávamos.